Taxista de 90 anos quer renovar carteira e continuar  na praça

Taxista 90 anos

Aos 90 anos de idade, o taxista Júlio Balduíno é um ícone do transporte carioca e um exemplo de vitalidade, fé e amor pela profissão. Morador do Vidigal há sete décadas, ele carrega meio século de histórias ao volante — cada corrida marcada por respeito, solidariedade e dedicação.

Recentemente, seu Júlio realizou um sonho: conhecer pessoalmente o deputado Dionísio Lins, considerado o padrinho da categoria dos taxistas. O encontro foi puro afeto e reconhecimento mútuo — daqueles momentos que unem gerações em torno de um mesmo ideal: a valorização do taxista carioca.

“Aos 90 anos, está melhor que todos nós!”

O deputado Dionísio Lins ficou visivelmente emocionado ao receber o veterano motorista:

“O Júlio me faz lembrar do meu pai, que também foi taxista. Aos 90 anos, está melhor que todos nós! É um exemplo de fé, solidariedade e trabalho.”

Para Dionísio, o encontro simboliza o que há de mais bonito na profissão: o espírito de comunidade e o desejo de servir.

“Nada acontece por acaso. Júlio representa a reserva moral da categoria. É um exemplo de dignidade que inspira não só os taxistas, mas qualquer cidadão que acredita no valor do trabalho honesto e da família.”

Renovar a CNH aos 90? Ele quer continuar na ativa!

Mais do que um veterano respeitado, Júlio Balduíno ainda sonha em continuar trabalhando. Mesmo aos 90 anos, ele afirmou que pretende renovar a CNH e seguir rodando pelas ruas do Rio.

“Não paro em ponto fixo, mas tenho minha clientela fiel”, contou orgulhoso. O veterano segue firme, atendendo passageiros com alegria e disposição, como se o tempo fosse apenas um detalhe.

Um exemplo que ultrapassa o volante

O deputado destacou que a lição de vida de Júlio vai além da profissão:

“Este é o exemplo que precisamos ter não só entre os taxistas, mas em todas as áreas da vida. Júlio mostra que o trabalho é uma forma de amor e solidariedade.”

A história do morador do Vidigal é, portanto, uma metáfora da própria cidade: resiliente, trabalhadora e cheia de fé.

Inspiração para novas gerações

O encontro terminou com abraços, risadas e a promessa de novas conversas. Dionísio Lins garantiu que guardará o momento como lembrança de amizade e respeito.

“Somos amigos agora, com fé em Deus. E ainda vamos dar umas voltas juntos, se Ele quiser.”

Júlio Balduíno prova, todos os dias, que o volante é mais que um instrumento de trabalho — é uma extensão da alma do taxista.
Enquanto houver vontade de servir, o táxi seguirá sendo sinônimo de dignidade nas ruas do Rio.

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